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"Pesquisa Viola Urbana: A influência da viola na música brasileira"

(Texto: João Araújo / Ilustrações: Marcelo Bicalho).

Trabalho de preservação músico-cultural mantido desde 2004. A Pesquisa nortea e justifica o repertório dos registros fonográficos: 04 CDs (2005 / 2008 / 2015 - cantado e instrumental) e dois DVDs (2010 / 2015).

Por segmentos, procura mostrar a importância que o instrumento tem para a nossa cultura, desde o inicio da colonização até os dias atuais.

CONFIRA PELA WEB OS CONTEÚDOS PESQUISA VIOLA URBANA:

Rádio Sudeste - do amigo Denil Nogueira - diariamente às 12h15 e 18h30 - www.radiosudeste.com.br

Rádio Viola Viva - do amigo Andre Viola - de segunda a sexta, 7h00 e 14h00 - www.violaviva.com.br

RÁDIA - do amigo Luiz Fernando Mendonça Fassheber - terças e quintas - 19h00 - www.radia.radio12345.com

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Viola de Beira Dágua

Seja ou não um morador das grandes cidades, parece que violeiro gosta de pescar – analisando de maneira geral.

Várias são as composições com a temática dos rios, lagoas, canoas e afins no cancioneiro de viola, desde sempre. A explicação talvez possa estar na letra de um dos grandes sucessos caipiras “De papo pro ar” (de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano): “... e vem a saudade, me atormentar... eu me vingo dela, tocando viola de papo pro ar!”. Ou nas palavras de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, em “Riacho do Navio”: “...sem rádio nem notícias das terras civilizadas!...”.

Uma das melhores opções de lazer (e também de inspiração para tocar e compor) é juntar amigos, viajar para a beira de um rio (ou lago, ou ribeirão, ou córrego, ou até mesmo o mar...). Fazer uma boa pescaria, pegar um peixe, prepará-lo e comê-lo ali mesmo nas margens e tocar viola enquanto espera... Ou tocar o tempo todo, afinal o que não falta é “mote” para tocar viola num programa destes.

Entre os atuais, duas das maiores influências da viola não negam suas fugidas para beiras d’águas: Tavinho Moura e Almir Sater, amigos violeiros declarados, são também unânimes no amor às pescarias. Seja no Pantanal (Mato Grosso do Sul), na Barra do Guaicui (encontro dos rios das Velhas e São Francisco, em Minas Gerais) ou em qualquer outro lugar de boa pesca. Respectivamente, Almir e Tavinho mantêm propriedades nas duas localizações citadas acima, e aproveitam bastante o potencial pesqueiro delas. Já declararam em diversas entrevistas essas suas paixões, inclusive com relatos de várias pescarias juntos.

Seguindo os passos dos mestres, o mineiro Rodrigo Delage (cuja família também tem terreno próximo à Barra do Guaicuí) é pesquisador dos toques originais dos mestres, que transmite em seus trabalhos magistrais, e não perde uma oportunidade de uma boa pescaria.

Outro que também declara a mistura de viola e pescarias é Paulo Freire, embora de maneira mais comedida e indireta. Ao fazer questão de afirmar que foi aprender a tocar viola na região do Rio Urucuia (sertão de Minas Gerais), deixa claro que esse “laboratório” foi feito não só por meio de observar e tocar junto dos mestres violeiros da região, mas também se misturando aos hábitos diários deles... Ora, afinal de contas, Paulinho: o que os ribeirinhos mais fazem, na beira de um rio como o Urucuia?

Músicas deste segmento: “Cantiga de Beira D’água” (de Cirlan e Paulo César Pinheiro) está no segundo CD e também no primeiro DVD "Pesquisa Viola Urbana", sendo exemplo ainda para o segmento “Viola nas Vozes”; a citada acima “De papo pro ar” não foi registrada ainda nos trabalhos da pesquisa, porém aparece como música incidental nas apresentações, durante a execução de “Vide Vida Marvada” (de Rolando Boldrin). “Riacho do Navio” (de Luiz Gonzaga e Zé Dantas) junto com “Sobradinho” (de Sá e Guarabyra) estão registradas no terceiro CD em versão instrumental – e igualmente já fazem parte do repertório dos shows.


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