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"Pesquisa Viola Urbana: A influência da viola na música brasileira"

(Texto: João Araújo / Ilustrações: Marcelo Bicalho).

Trabalho de preservação músico-cultural mantido desde 2004. A Pesquisa nortea e justifica o repertório dos registros fonográficos: 04 CDs (2005 / 2008 / 2015 - cantado e instrumental) e dois DVDs (2010 / 2015).

Por segmentos, procura mostrar a importância que o instrumento tem para a nossa cultura, desde o inicio da colonização até os dias atuais.

CONFIRA PELA WEB OS CONTEÚDOS PESQUISA VIOLA URBANA:

Rádio Sudeste - do amigo Denil Nogueira - diariamente às 12h15 e 18h30 - www.radiosudeste.com.br

Rádio Viola Viva - do amigo Andre Viola - de segunda a sexta, 7h00 e 14h00 - www.violaviva.com.br

RÁDIA - do amigo Luiz Fernando Mendonça Fassheber - terças e quintas - 19h00 - www.radia.radio12345.com

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Viola no Rock brasileiro

O rock brasileiro se caracterizou pela influência mundial do estilo americano-inglês, tanto na música quanto na cultura de um modo geral, gerando aqui as mesmas mudanças de comportamento de jovens do mundo todo, mais ou menos a partir do fenômeno “Beatles”, nos anos 60.

Com muitas variações de seguidores no Brasil (do “hard” ao “pop”, por exemplo) destacamos o expressivo sucesso feito por bandas nos anos 80, desde os jurássicos Titãs passando pelo Paralamas do Sucesso e vários outros, como os mineiros Skank e Jota Quest. Embora essas duas últimos tenham se dedicado a variações rítmicas distintas (reaggaes, souls, canções, baladas, etc) a raiz instrumental do rock se mantém presente nas suas formações: guitarras, baixos elétricos e baterias. Exemplificam-se assim as variações que o passar do tempo foi dando à influência do ritmo em nossas terras, dentro dos direcionamentos de carreira de cada banda e/ou artista.

Viola presente em trabalhos de rock: Os Mutantes, em 1969, na faixa “2001” (de Tom Zé) ; Secos & Molhados, Aborto Elétrico e Legião Urbana - entre outras. Normalmente, a viola tem nos guitarristas e violonistas das bandas de rock bons aliados para demonstrar que é possível usar nossa violinha como solista ou em arranjos de várias músicas.

Já entre os artistas solo, o baiano Raul Seixas, mesmo com toda a sua irreverência e variedade de estilos de composições (bem dentro do que se pode definir como “conceito MPB”) foi apontado, por muitos, como “o rei do rock brasileiro” durante os anos 80. Falecido em 1989, Raul, com sua irreverência criativa, gerou um grande número de fãs que o veneram até os dias atuais. Como influências violeiras de Raul, destacamos aqui exemplos como “Trem das Sete” e “Minha Viola”, claramente influenciadas pelo jeito simples do interior característico do mundo da viola, esta utilizada inclusive nas gravações originais dessas faixas.

Outro destaque é outro sucesso de Raul, a música “Capim Guiné”. Dentro do estilo “maluco beleza” de narrar as coisas da vida, traz uma situação muito comum entre os violeiros urbanos de hoje em dia, ou seja, os que vivem nos grandes centros: comprar um sítio nas redondezas das cidades grandes, a fim de poder reviver (ou, até, ter contato pela primeira vez) com um pouquinho das coisas da terra. Plantar, criar algum animal ou simplesmente ter um local de descanso, longe do barulho e da poluição.

Hoje em dia, alguns guitarristas resolveram efetivar a troca, fazendo trabalhos de viola voltados ao rock. Como citação, os paulistas do Matuto Moderno (Ricardo Vignini e Zé Helder) e o mineiro Renato Caetano são exemplos de artistas que deixam bem claro a influência roqueira em seus trabalhos. Porém, ao mesmo tempo, não deixam de cultivar as raízes mais profundas da viola, com regravações e adaptações dos maiores clássicos caipiras (em versões bem ao estilo de rock, naturalmente). O líder dos Matutos Modernos, Ricardo Vignini, atua também como produtor, estando à frente de vários trabalhos de violeiros caipiras como Índio Cachoeira, num excelente serviço prestado no sentido de perpetuar a tradição – ao mesmo tempo em que lança novas roupagens ao instrumento.

Músicas deste segmento: a compilação de “Minha Viola” e “Capim Guiné”, ambas de Raul Seixas, prevista para o terceiro CD da série sobre a Pesquisa Viola Urbana; algumas faixas do trabalho de Renato Caetano e o CD “Moda de Rock”, de Ricardo Vignini e Zé Helder.


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